quinta-feira, 18 de outubro de 2012

29SET2012 - Piratas em Leça da Palmeira

Piratas em Leça da Palmeira
Feira Quinhentista
 
 
Começo o relato de mais uma investida, para além do reino de Guimarães, com um registo de consumo de kilómetros entretanto percorridos em diversas pequenas viagens.
 
Depois de percorridos 209,7 Km, atestado o depósito com 11,18 l, o que dá uma média de 5,33 l / 100 Km e o totalizador indicava 42.628,9 Km.
 
Já depois deste, e na véspera desta investida a Leça da Palmeira, depois de percorridos mais 200,4 Km, atestado o depósito com 10,39 l, o que dá uma média de 5,18 l / 100 Km e o totalizador indicava 42.829,3 km.
 
Sempre em viagens curtas, com percursos citadinos e pouco mais, são médias que estão dentro dos valores indicados pela Honda, em especial para a DeauVille 650.

Bom! Para esta escapadinha de final de semana o objectivo fixou-se em Leça da Palmeira onde decorreria uma Feira Medieval dos Piratas em Leça.

De Guimarães a Leça, sempre por Nacionais, já que o tempo corre por nossa conta, a viagem decorreu sem precalços.

Chegados a Leça, nas imediações do local da Feira dos Piratas, estacionada a DeauVille.

 
Aqui haveria de ficar até alta madrugada.
 
Nos entretantos, uma investida até à praia e um calmo e agradável passeio ao longo desta marginal que tanto encanto tem até para os lados da Capela da Boa Nova, nas proximidades do Farol.
 
Uma das "portas" da Feira dos Piratas devidamente assinalada.
 
 
Com o passar da tarde o Pôr do Sol acabou por se anunciar e acontecer.
 
 
À distância de um olhar, o imenso areal convidativo a um final de Verão que já lá vai.
 
 
O anoitecer prometia uma noite bem agradável e um domingo prometedor.
 
A DeauVille por ali permanecia serena.
 
 
Aconchegado o estômago, para os lados do centro da Vila, onde os preços eram bem mais acessíveis aos dias que correm, um passeio para desgastar até à ponte nova que une Leça a Leixões.
 
 
 
 
Já no meio da ponte, o olhar repousou na tranquilidade que o espelho de água nos proporcionava.
 
 
 
Chegada a hora de percorrer a Feira dos Piratas, há que registar pormenores que sobressaem na paisagem. 
 
 
Já na "porta" escolhida para aceder ao recinto fomos recebidos pelo Dragão, pronúncio de fartura, de vitória.
 
 
 
Logo ao lado... o primeiro "pirata" iluminado pela Lua cheia nos convidava a entrar.
 
 
 
 
Objectos estranhos, que chamavam a atenção pela beleza das formas e das cores.
 
 
O Forte de N. Senhora das Neves, algo inigmático, desconhecido, acolhia nas imediações um desfile que provavelmente já conhecera em tempos que já lá vão.
 
 
Esqueletos de naus, que venceram as águas, que nos levaram bem longe, para além da Trapobana!
 
 
Piratas que lutavam por uma melhor fotografia, onde a Guerra era motivo de brincadeira, onde a Paz reinava.
 
 
 
Jangadas, que outrora foram o único meio de transporte e de ligação entre as duas margens.
 
 
 
Um Grupo de Escuteiros, da freguesia de Leça da Palmeira, marcaram também presença, dando um ar da sua graça em artes de outros tempos.
 
 
 
 
Sempre presente, a Fortaleza de N. Senhora das Neves marcava uma presença forte, imponente.
 
 
O artesanato transportava-nos a paisagens muito distantes, talvez para lá do Marão.
 
 
Outros, transportam-nos bem mais longe, quem sabe mesmo para a "bota" da Europa, onde a Sicília nos brinda com os seus Castelos em escarpas construídos.
 
 
Apesar de ainda distante, o cheiro a Natal marca já a sua presença, quem sabe se com prendas bem mais agradáveis que os momentos mais conturbados que vivemos.
 
 
Pelas Ruas e Ruelas do Centro Histórico de Leça da Palmeira os Piratas marcavam presença em poses assustadoras mas apenas para as crianças mais despervenidas.
 
 
É que a maioria queria uma foto com os Piratas.
 
 
Uma Peça de Teatro foi ali mesmo representada com a habilidade dos aspirantes a actores.
 
 
 
Um pouco por toda a parte haviam pormenores.
 
 
 
E autênticas obras de arte fabricadas por mãos sábias dos anciãos.
 
 
 
Para aconchegar o estômago, com o desenrolar da noite, nada como um crepe, à nossa vista confeccionado.
 
 
 
 
Brinquedos de outros tempos, onde o convívio na rua se fazia em segurança, onde o tempo corria a nosso favor.
 
 
E novas tecnologias sabiamente aproveitadas pelas mãos hábeis das crianças que queriam um dia ser Doutores, Engenheiros, tantas outras profissões.
 
 
A noite avança, calma e serena, agradável, como se não houvésse amanhã.
 
 
 
 
 
 
Bebidas espirituosas para todos os gostos e feitios, tudo depende do humor que se pretenda imprimir ao momento.
 
 
E os sonhos voam ao sabor de um sopro, de um passo, quem sabe senão mesmo ao sabor de um sonho!
 
 
 
Pormenores, talhados na madeira.
 
 
 
 
E a Lua, qualquer que fosse o ângulo, marcava também sua presença, substituindo-se ao Sol, iluminando-nos o caminho.
 
 
 
E a Plebe foi-se juntando na "praça" para apreciar a cena que nos ofereciam quem sabe futuros actores.
 
 
A música, ao tom e som da época, corria pelo ar.
 
 
 
Defensores contra Invasores "espanhois".
 
 
 
A boa disposição foi sempre uma constante.
 
 
 
 
Um símbolo que não assustou, mesmo que represente algo de que não gostamos particularmente.
 
 
E chegaram as Freiras, raptadas pelos Invasores, que mais pareciam gostar de ter sido raptadas. lol
 
 
 
E era chegada ao fim a peça de Teatro que durante uns largos e longos minutos captou a atenção ávidas de gente apreciadora destes Eventos.
 
 
Já o dia havia nascido quando regressámos a Guimarães com a promessa de regressar já no dia seguinte ao litoral Atlântico, aquele que agora nos convida e nos agrada visitar, longe da confusão.
 
Por agora, é tudo, é um ponto final, não um ponto final parágrafo.
 
Uma outra página é virada nesta que será a vida de uma Honda DeauVille que foi eleita para a pratica de Turismo Itenerante.
 
A todos, um abraço e até sempre,
 
José Gonçalves
(Guimarães)

Sem comentários:

Enviar um comentário